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sexta-feira, 22 de maio de 2015

A formação da igreja de Éfeso.


ATOS 19.1-20 – A FORMAÇÃO DA IGREJA DE ÉFESO.
“E eram ao todo uns doze homens”. (Atos 19.7)
Paulo está agora na sua terceira viagem missionária, faz suas tendas e comercializando-as ganha o seu sustento. Passa a pregar em Éfeso numa sinagoga judaica, provavelmente pelo conhecimento que ele tinha de como funcionava a vida de um judeu e o seu estilo religioso, deve ter se aproximado da liderança e neste intervalo aproveitou para pregar ousadamente o evangelho do reino de Deus por um período de três meses, persuadindo os judeus que ali congregavam e o povo da cidade.
            Como já era de se esperar alguns que não aceitaram a mensagem do evangelho de Jesus, começaram a endurecer e não obedecer ao ensino que Paulo ministrava, começaram a falar mal do Caminho de Jesus à multidão, é aquela famosa visitinha dos falsos mestres e seus discípulos hereges a aquelas pessoas que abrem as portas do seu lar para que nós possamos evangelizar de forma bíblica com a sã doutrina, é só você dá as costas, eles chegam com a sua conversa mole e difamam tanto a você como as suas ovelhas, tanto o evangelho de Jesus que nós pregamos. Mas, os deixem, com Deus, todos hão de comparecer diante do tribunal de Cristo, e lá todos terão que se explicar diante do Senhor dos Senhores; “todos” refiro-me aos falsos profetas e falsos mestres hereges, porque nós já somos comissionados pelo Senhor Jesus sob a direção do Espírito Santo, em nome da Sua Igreja e confiarmos no que pregamos em Seu Nome. Não há palha. Você está certo que não há?
            Após três meses de tentativa de persuadir os judeus também pecadores como os demais moradores de Éfeso, ao evangelho da Graça de Jesus, ele percebeu que daquele mato não sairia coelho e se apartou deles, é como disse Jesus, vos tendes por pai o diabo; separou-se deles e chamou os salvos que já estavam lá em Éfeso, que provavelmente ouviram o evangelho por outros crentes e só aguardavam algum líder para conduzi-los, para organizar a Igreja de Éfeso. Tudo pela fé, não havia muito recurso financeiro, e não sei se vai ter, ou se deve haver; pelo menos o texto não mostra, não havia muita gente, também não sei se é necessário, o texto mostra doze, mas a ordem de Jesus é clara: ide, e Paulo sabia muito bem de qual era a sua missão, não perdia tempo com festas e entretenimento, sua missão era percorrer o mundo da sua época para evangelizar.
            É muito interessante saber que depois de sair da sinagoga, Paulo foi ter ido parar numa escola, no caso dele, a escola de Tirano. Apenas aqui a Bíblia cita Tirano, nada mais sabemos dele, provavelmente após utilizar o local para as aulas, ofereceu a Paulo o espaço para iniciar o discipulado de novos crentes, e assim iniciaram uma grande Obra ali naquela cidade, passando a provavelmente influenciar grande parte daquela região da Ásia por meio da pregação do evangelho a diversas pessoas que por ali passaram para ouvir o apóstolo, como diz o v.10durou isto por dois anos; de maneira que todos que habitavam na Ásia, tanto judeus como gregos, ouviram a Palavra do Senhor”. Não sabemos quantas pessoas tinham na Ásia naquele momento, mas hoje, por exemplo, é uma das regiões mais populosas da terra. E o texto diz que TODOS ouviram o evangelho. Como é que Paulo conseguia ser tão eficiente no alcance da sua pregação? O que ele tinha para em tão pouco tempo evangelizar continentes inteiros de forma a cobrir todas as pessoas? Nós precisamos muito da ajuda do Senhor, para nos dá coragem para fazer como ele; fazer o que deve ser feito. Perdemos muito tempo com planejamentos e projetos, não sou contra nenhum dos dois, mas, planejar e projetar e não executar, de nada vale, há urgência na em entregar a mensagem. Tem grandes hereges que não planejam nada, fazem de tudo e de qualquer jeito e chegam sempre na “frente”, digo isto com relação à visão terrena e humana, quem não sabe que os pentecostais diversos são velozes para abrir suas congregações em cantos e becos de forma improvisada e as vezes até pescando em aquários já habitados. Fica o alerta para nós, enquanto planejamos, reprojetamos e repintamos, passamos a limpo e etc. Na escola da vida, dizem que não adianta ter a teoria e não ter a prática, e também não adianta ter a prática e não ter a teoria, fato é, que; enquanto planejamos e discutimos mil vezes, outros já chegaram e estão fazendo “em nome de Jesus” o que Ele nos mandou fazer.
            Deus, pelas mãos de Paulo fazia milagres extraordinários, não foram relatados quais foram feitos, além do maior que foi a salvação de pecadores; mas o fato é que, todo o povo já conhecia Paulo na região, e sabia muito bem qual Jesus ele servia. Veja que até os sete filhos hereges de um dos principais sacerdotes da cidade chamado Ceva, queriam usurpar o poder conferido a Paulo utilizando-se de enganos e artimanhas para exorcizar as pessoas que tinham os espíritos malignos; descrentes pagãos não dirigidos pelo Espírito Santo, dizendo:esconjuro-vos em nome de Jesus a quem Paulo prega”; veja que não é novidade usar e utilizar o “nome de Jesus” e a influência de seus pregadores para usurpar a glória divina, é pena que hoje, os que assim procedem não recebem aparente e momentaneamente o que aqueles em Éfeso receberam: então o homem, no qual estava o espírito maligno, saltando sobre eles, apoderou-se de dois deles e prevaleceu contra eles, de modo que nus e feridos, fugiram daquela casa. A diferença para hoje é que nenhum deles está saindo nu e de mãos vazias, ao contrário, todos estão saindo de bolsos e cuecas cheios de dólares.
            Paulo, juntamente com seus cooperadores em formação: Timóteo e Erasto enfrentaram fortalezas e autoridades influentes da cidade, mas, não recuou, ao contrário, avançou. Como Demétrio, um homem rico, por que era ourives, e fazia de prata nichos (objetos com imagem do templo da deusa Diana/Artemis) e dava muito lucro aos artífices da cidade, provavelmente era o presidente da cooperativa, veja o que diz os vs. 25-26 “os quais ele ajuntou, bem como os oficiais de obras semelhantes, e disse: Senhores, vós bem sabeis que desta indústria nos vem a prosperidade, e estais vendo e ouvindo que não é só em Éfeso, mas em quase toda a Ásia, este Paulo tem persuadido e desviado muita gente, dizendo não serem deuses os que são feitos por mãos humanas. E não somente há perigo de que esta nossa profissão caia em descrédito, mas também que o templo da grande deusa Diana seja estimado em nada, vindo mesmo a ser destituída da sua majestade aquela a quem toda a Ásia e o mundo adoram”.Infelizmente, ou felizmente hoje, a comercialização pagã da fé, não se resume só ao catolicismo e demais simpatizantes, mas, já chegou também nos chamados “evangélicos” e tudo em nome de Jesus. Há alguma semelhança na formação desta quadrilha em Éfeso com as quadrilhas hoje formados por: Edir Macedo, Valdomiro, RR Soares, Padre Marcelo Rossi, Padre Fábio de Melo, fulano, beltrano e cicrano que cantam muito bem, e etc.? O comércio da fé, não é privilégio só de idólatras e seus ídolos mudos, mas também, de “apóstolos, bispos, bispas e profetas” em nome de Jesus. Precisamos sim, de reforma, mas primeiro a reforma tem que acontecer na casa do Senhor, precisamos retirar os nossos ídolos de dentro da Igreja, e voltarmos à direção do nosso cabeça, Cristo.

            Concluo, pois; afirmando que não é necessário multidões, e sim, homens e mulheres santos com coordenação, coragem, e domínio da Palavra, para que os templos e casas pagãos sejam tomados pelo exercito de Cristo, e concretizar de forma eficaz a ordem que nós já sabemos, nos foi dada para Pregar a Palavra, insta, a tempo e fora de tempo... temos medo em varrer as casas de pessoas influentes e ricas da nossa cidade para proclamar o santo evangelho, pois, poderíamos correr o risco de magoar talvez alguns dos nossos maiores amigos e parceiros “patrocinadores”, infelizmente estamos dando as mãos ao mundo, dentro das nossas igrejas para juntos pregarmos o evangelho de Jesus Cristo, nada contra ajuda, mas nem tudo que é bom é bem.
         Termino com as palavras do v.20 “Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevaleciaQuem está prevalecendo? Estamos dispostos a pagar o preço? Ou vamos nos acovardar e deixar que os nicolaítas penetrem e comecem a minar as igrejas do Senhor Jesus? Pense e aja nisso.

“Ensinamos melhor aquilo que precisamos aprender” (Martinho Lutero)
"Uma masmorra com Cristo é um trono, e um trono sem Cristo é um inferno" (Martinho Lutero)

Em Cristo!


PASTORES, (grego: Presbuteros, Episkopos e Poimen – Ancião, Bispo e Pastor), DIÁCONOS.


Tito 1.1-16 – QUALIFICAÇÕES E DEVERES DOS MINISTROS DE DEUS – PASTORES, (grego: Presbuteros, Episkopos e Poimen – Ancião, Bispo e Pastor), DIÁCONOS.

Vs 1.4 – O Apóstolo Paulo neste prefácio e saudação inicial a Tito, lança as bases do seu próprio ministério, certificando sua garantia à Tito e todos posteriores, de que ele possuía as credenciais espirituais dispensadas pelo próprio Deus, por meio de Senhor Jesus Cristo; que o comissionou na sua chamada a caminho de Damasco, para abrir, preparar e organizar novas Igrejas para o Reino de Deus, e que as necessidades que as novas Igrejas demandassem, ele poderia não só atender, mas que também o mesmo Senhor Jesus Cristo chamaria e capacitaria novos pastores para que as futuras novas Igrejas fossem supridas. O que foi o caso do próprio Tito (v.5).
1ª Base do Ministério do Apóstolo Paulo – Autoridade Espiritual do Senhor Jesus para promover a fé que é dos eleitos de Deus. Torna-se óbvio que o Apóstolo Paulo conseguiu atender essa necessidade porque o próprio Espírito Santo o usou mediante a pregação do Evangelho de Jesus Cristo; além de tê-lo usado com dons espirituais extraordinários, tais como milagres e prodígios. Isso, nas demandas que a Obra exigia, e sob a supervisão do Senhor Jesus e do Seu Espírito Santo, exemplo: Éfeso, Coríntios, Tessalônica e outras.
2ª Base do Ministério do Apóstolo Paulo – O Pleno Conhecimento da Verdade segundo a piedade. Sabemos que o conhecimento comum pode ser adquirido pela capacidade que o ser humano possui na sua estrutura de formação cognitiva, e que o pleno conhecimento da verdade divina revelada só pode ser adquirido pelo dom da Graça; Ele se fez carne e habitou entre nós, fora disso, o conhecimento é apenas humano e efêmero. O pleno conhecimento da verdade segundo a piedade é a capacitação espiritual dada do Espírito Santo para que o seu santo homem possa de fato viver de forma prática nessa vida, aquilo que a pessoa de Deus é, e que exige que, vivamos no Seu Reino e começando a aperfeiçoar-nos aqui mesmo na terra. Veja o que o Apóstolo Pedro disse na sua 2ª epístola 1.3 “Visto como, pelo seu divino poder, nos tem sido doadas todas as coisas que conduzem a vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude”. É fantástico e ao mesmo tempo muito triste para cada um de nós, porque o texto diz claramente, para quem consegue e quer enxergar; “nos tem sido doadas”, não é capacidade nossa, é doada, é favor de Deus. Quando somos submetidos a duros testes na guerra para promover a divulgação e a expansão do Reino de Deus na terra, e temos que enfrentar duros adversários dirigidos por satanás, nós comprovamos na própria pele o que o próprio Jesus experimentou. Profunda capacidade de suportar o sofrimento, a dor, injustiças, incompreensões, perseguições e por que não, até a morte. É nessa hora que começamos a entender na prática o que Jesus prometeu que faria em nós, e conosco. Veja o que diz o Apóstolo Pedro na sua 1ª epístola 3.17 “porque, se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal”, não gostamos muito disso, mas Deus sabe como conduzir as coisas na vida de um líder que Ele chamou, infelizmente ou felizmente, nós que temos dura cerviz passamos a ouvir melhor depois que certas dificuldades surgem na nossa caminhada. Piedade é a capacidade dada a nós pelo nosso General para que ao sermos submetidos ao extremo do nosso ser, mantenhamos ainda vivos por amor a Jesus e à suas ovelhas.
3ª Base do Ministério do Apóstolo Paulo – A Segura Esperança da Vida Eterna, que só é dada pelo Deus que não pode mentir, porque é infinitivamente santo; garantiu-nos porque só Ele é verdadeiro e não deixa suspeitas, pois a Sua Vontade e consequentemente a execução dela na prática em nós, acontecerá, pois assim Ele o determinou. Não há como nós desfazermos o que Deus faz, e não a como nós fazermos o que só Ele pode fazer, de forma que na Sua Obra, passamos a sê apenas instrumentos e Ele é o agente condutor, não que possamos de nós mesmos pensar alguma coisa, como diz o Apóstolo Paulo na sua 2ª epístola aos Coríntios 3.5“não que, por nós mesmo, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus”; queridos este texto nos humilha e nos coloca no nosso lugar, relis mortais orgulhosos, sem a mente de Cristo em nós, somos incapazes, vejamos se isto nos ajuda a baixar a nossa bola e trabalharmos como garçons na Obra, apenas servindo, deixando que Jesus possa receber a glória. Se nós estivermos nos acovardando porque estamos confiando nas nossas habilidades e espertezas humanas, apenas nossos ministérios não subsistirão, eles estão fadados ao total fracasso.
4ª Base do Ministério do Apóstolo Paulo – Sucesso Absoluto do Serviço Feito pelo Ministério Cristão, por causa da autoridade e eficiência em cima da Palavra de Deus, em cumprimento do mandado de Deus, Nosso Salvador. Você tem certeza absoluta que o seu ministério está totalmente 100% baseado na Santa Palavra de Deus? Ou você anda cheio de dúvidas e medos e que se deve ou não, permanecer ao lado da verdade de Jesus, mesmo que isto lhe custe a popularidade, o seu sustento material, e até mesmo a própria vida? Já é hora de acordarmos e despertarmos do sono e começarmos a aferir nossos ministérios pelos princípios e valores daquele que nos chamou e nos colocou no seu Santo Ministério. Como o Apóstolo Paulo mesmo diz a Timóteo em 2ª 1.9 “que nos salvou e nos chamou com Santa Vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos,”; novamente o texto nos humilha, nos humilha digo, referindo-me ao velho homem morto, por que a nosso novo ser, é um refrigério saber e receber tão sublime chamado com total garantia de sucesso, os nossos ministérios cristãos são os únicos que não poderão ruir se foram dados a nós pelo Senhor Jesus. No v.8 de 2ª Tm capítulo 1, o Apóstolo Paulo havia ensinado a Timóteo, “Não te envergonhes”, e, olhe colegas, eu me sinto envergonhado pela nossa tamanha falta de zelo e cuidado com as coisas de Deus, tomara pudéssemos nos reunir mais para estudar e nos encher da Palavra de Deus, como seria edificante e glorioso se todos nós pudéssemos chegar a um nível de especialização no ministério da Palavra que agradasse mais a Jesus, vamos buscar esta excelência, existe a possibilidade de isto acontecer, pela graça de Deus. Mas, para isto acontecer precisamos “portanto, do testemunho de nosso Senhor”; sempre a Palavra de Deus vai fazer em nós o que Ela diz que fará; humilhar e santificar, eis mais um princípio, testemunho; se somos e vivemos de qualquer jeito o ministério, como temos visto os escândalos a toda hora, e “para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrinas”, tem alguma semelhança conosco isto: se fulano fez eu vou fazer também, se beltrano deixou de fazer eu vou deixar de fazer também, se sicrano descobriu e está crescendo eu vou experimentar; já não chega de modismos e plágios? Será que não estamos enxergando o modelo padrão, exigido por Jesus? Ele é o padrão, sem desprezar e desrespeitar nenhum dos colegas e as suas contribuições para nossa edificação, mas nós, não somos modelo de nada, caso venhamos a nos moldar por, e em nós, mesmos; somos os mais frágeis. Não digo no que se refere à maneira de Deus usar a cada um de nós para edificação mútua, mas sim por Modelo de Excelência de Serviço, o Supremo Pastor, Jesus. Vejam que o texto prossegue, “nem do seu encarcerado, que sou eu, pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus”, é óbvio que se for pelo Evangelho nós podemos sempre estar juntos e contar uns com os outros, pois é assim que Jesus ensina. Precisamos estar conscientes que estamos pisando, e vivendo numa terra separada, e que o lugar que estamos pisando é santo, isto exige de nós um comportamento diferenciado, não foi o que Deus exigiu de Moisés? “Deus continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa”. Para alguns, parece que se está pisando mesmo é num bordel, cercado e regado a mulheres, bebidas finas e orgias. Irmãos isto é uma loucura, não parece que estão se preocupando com as recomendações apostólicas; com esta de Paulo a Timóteo: “Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino:”. Estão se parecendo mais com animadores de auditório nos programas de televisão, rodeados de suas chacretes, leoas, panikats e etes da vida, e para alguns poucos que estão se segurando na única esperança viva e que perdurará para a eternidade, o tempo é como um vapor; passa rápido, depressa, não devemos perder tempo. Como diz o apóstolo Paulo no versículo seguinte: “Prega a Palavra”, a ordem é expressa e clara, não há como fugir disto; alguns podem retrucar, há mais fulano de tal faz isso e aquilo e a igreja dele está cheia, não importa, o Apóstolo Paulo é claro e solícito, Prega a Palavra. A terra que nos temos para servir é a Igreja de Jesus Cristo, é um território santo, não podemos abrir mão de nada, e muito menos fazer concessões.
5ª Base do Ministério do Apóstolo Paulo – A Certeza de que Aquele que Foi Colocado na Liderança da Obra Possui as Credenciais para Tal Serviço, e o seu desempenho será comprovado e aprovado. Para que isso acontecesse o Apóstolo Paulo teve que preparar Tito, ele não o colocou de qualquer jeito, sem preparo, sem acompanhamento, ele não jogou Tito de paraquedas, Tito não foi designado para aquela Obra por preferências pessoais ou impressões. O Apostolo Paulo o havia preparado para isto, ele o carregou consigo durante algum tempo no seu ministério de abrir novas igrejas, visitá-las para edificar; a experiência de Tito foi extraída das que o Apóstolo Paulo viveu no seu próprio ministério apostólico e compartilhou com seus cooperadores, ou seja, não se prepara um líder de qualquer jeito e de uma hora para outra, liderança cristã não é comiga de fest food, pegou pagou, quem chega pega e paga. Não! É preciso muito compartilhar, muitas horas e noites de insônia, passar por, viver, experimentar do ministério; e principalmente ser do, e ter o mesmo Senhor e Pai, o Senhor e Salvador Jesus Cristo, Ele é a Rocha, quem n’Ele crê, não será confundido, o nosso Salvador e Rei Eterno, a quem nos inclinamos com o rosto em terra (atitude bíblica de sujeição e humildade – a do leproso quando foi curado – “Aproximando-se d’Ele um leproso rogando-lhe, de joelhos: Se queres, podes purificar-me. Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero, fica limpo!”); há muitos pastores hoje, necessitando meditar mais neste texto e tomar algumas aulas com aquele leproso, “rogando-lhe de joelhos”, “se queres”, estas são atitudes que sumiram das vidas de muitos de nós, e acrescentaram as “ordens poderosas”, as frases de “poder” a “unção” disso a unção daquilo, o “toque” disso, ou daquilo. Nossa atitude diante de Jesus não só nesta vida, diante da sua pessoa, mas também na vindoura, no Seu Trono de Glória, não será outra a não ser prostrar e adorar.


QUALIFICAÇOES E DEVERS DOS MINISTROS DE DEUS - PASTORES, PRESBÍTEROS, ANCIÃOS, DIÁCONOS.


Tito 1.5-9 – QUALIFICAÇOES E DEVERS DOS MINISTROS DE DEUS - PASTORES, PRESBÍTEROS, ANCIÃOS, DIÁCONOS.
V.5 – Inicialmente, deve ser pesado e aferido na vida do pastor; a causa do seu ministério: ela é um chamado do Senhor, pelo Senhor, e para o Senhor da Obra? Ou, se é uma vontade humana baseada em impressões, visões, revelações, ou vaidades pessoais provenientes do seu fraco e pecaminoso coração. Há pastores que estão no ministério por diversos motivos fúteis: inveja, orgulho, vaidade, o ser o astro, preferências pessoais, filosofias mundanas, competições extravagantes entre sexo, enfim, não são chamados pelo ministério do Senhor na Palavra, são fabricados e por isto tornam-se marionetes dos seus idealizadores. A nós, não cabe cometermos esse erro, permitirmos que alguém seja colocado num ministério do Senhor, sob a nossa cooperação e supervisão; pelo simples ato de imposição de mãos (não que seja contra a imposição de mãos no sentido bíblico – autoridade conferida por Cristo e Sua Igreja); mas só devo impor minhas mãos em quem eu posso pela comprovação e direção do Espírito Santo, que foi colocado por ação pessoal d”Ele. O mesmo Apóstolo Paulo ensinou a Timóteo: “A ninguém imponhas precipitadamente as mãos. Não te tornes cúmplice de pecados de outrem. Conserva-te a ti mesmo puro.”. O texto começa com a exigência: A ninguém, e nós sabemos o que significa ninguém não é mesmo? Ninguém, é ninguém. Nenhuma pessoa, seja qual for o relacionamento que tenhamos ou venhamos a ter com ela, neste campo não há espaço para preferências, desejos, bajulações, vaidades e paternalismos. Lembre-se é de Deus, e para Deus que você estará aprovando. Certo tempo atrás, não lembro exatamente o quanto, conversei com alguém que havia sido indicado para se consagrar a pastor pelo seu líder, e como sempre; perguntei: por que é que você quer ser pastor consagrado e ordenado ao ministério? A pessoa candidata me disse, é para mostrar a alguns pastores que eu serei a primeira pastora ordenada aqui na região, no nosso meio batista. É para mostrar? Pois bem, se nós estivermos sendo motivados a ordenar líderes ao Santo Ministério da Palavra de Jesus pelo motivo que esta candidata externou, (não é preconceito é temor e tremor) precisamos continuar lendo e interpretando o texto Bíblico, por que já passei pelo chamado de Deus na minha vida, e confesso a vocês que foi um misto de alegria, desespero, impotência e incapacidade que me custou muito digerir, ainda hoje, carrego um pouco disso, e acredito que não me acostumarei ao ponto de banalizar e me tornar o querido do povo, não tenho vocação para isto, parece-me que me contento apenas com ser útil para aquilo ao qual o Senhor me chamou, o que ainda tenho procurado n”Ele consolidar. Eu mesmo, não queria, mas com muito cuidado e agir de Deus e alguns irmãos mais experientes me aconselhando, o Pastor Jônatas, o irmão Eli e outros; fui sendo conduzido por Deus a este supremo ofício. E conforme me respondeu a candidata aquém tenho muito apreço, “para mostrar aos outros”; é um desejo muito vazio, efêmero e egoísta, sobre estes, virão as prestações de conta com o Senhor da Seara.
 Outra Qualificação e Dever – Tito 1.5: “Colocar em Ordem as coisas restantes”. Não se consagra um líder ao ministério para mostrar a outros que essa pessoa conseguiu, é muito pouco, para as responsabilidades a nós outorgada para a Obra. Não estamos em copetição para saber quem assedia mais, ou deixa de assediar. Jesus designa alguém sob a Sua Liderança na Igreja para colocar em ordem a Sua Casa, colocar em ordem a Sua Obra, porque Ele sabe qual é a luta e a necessidade; a guerra da carne contra o Espírito, e do Espírito contra a carne, porque são opostos entre si, se alguém de nós quer medir forças com a sua carne, contra o Espírito é melhor ser alertado que é uma luta desigual, sem chance no Reino dos céus, passará até à vista de olhos humanos aqui, como muito viçoso, porem aos olhos daquele que são como chama de fogo, apenas palha. Nesta guerra na sua vida de ministro e da igreja sob sua liderança só há um que vence, é o Espírito Santo, a carne é mortificada. Além dessa guerra interna e pessoal, onde há muitas vaidades, mas que há seu tempo Ele esclarece e corrige. A Preparação Pessoal do Líder; estudos teológicos com qualidade e comprobatoriedade, liderança pessoal e familiar (para os casados – mas há solteiros), equilíbrio emocional, equilíbrio na vida financeira, equilíbrio na vida sexual, o testemunho, e a unção específica para o serviço, entre outras diversas qualificações, que será necessário.
 Outra Qualificação e Dever – Autoridade Espiritual e Maturidade – É necessário alguém que entenda e seja apto e especializado em lidar com o comportamento dos demais liderados e que tenha condições conduzir, habilitar e constituir outros líderes para as demais necessidades das novas igrejas ou igrejas já existentes. Um trabalho de supervisão. Não foi isso, que o Apóstolo Paulo sempre esteve fazendo no seu ministério? Vejam que é um trabalho contínuo, de preparação e consagração para liderança da Obra; não há espaço para paradas e interrupções, não há férias no preparo de obreiros, tem que ser hoje e todo dia. Cada parada e cada intervalo que for feito no serviço da preparação e capacitação de líderes, a Obra do Reino sofrerá espaços vazios, haverá lacunas para os maus obreiros preencherem; ou seja, não pode haver quebra de sequência e nem perda da continuidade ministerial. Se o líder não reproduz e não prepara outros, a sua continuidade é comprometida, sua obra morre. Jesus precisará dá continuidade, intervindo e colocando outro ou outros para fazer este serviço. Ele sempre fará.
 Outra Qualificação e Dever – Os deveres Visíveis e Exigidos. Alguém que sejairrepreensível; que não merece repreensão, correto. Marido de uma só mulher; que tenha controle sobre a sua vida amorosa, sexual, capaz de dominar-se sexualmente, ser e suprir as necessidades sexuais, afetivas, emocionais e psicológicas com o seu próprio cônjuge, líder que fica pulando a cerca ou que fornica com pessoas oura que não a sua esposa e se entrega a seus desejos lascivos é bomba relógio, trará complicações das grossas. Que tenha filhos crentes (pelo menos se ainda não os tem, se comprometa a evangeliza-los) que não são acusados de dissolução (perversão de costumes, devassidão, libertinagem), nem sejam insubordinados.Despenseiros de Deus; precisa ser crente, é preciso ter para poder dá, amar a Deus e o próximo como Deus manda, praticar o Fruto do Espírito. Não arrogante; que não tenha e não revela arrogância, orgulho, soberba, insolência, atrevimento. Não Irascível; que seja não briguento. Não Dado ao Vinho; que não seja apegado á bebidas alcoólicas. Não Violento; não só agressão física, mas também as morais, verbais e sentimentais. Nem Cobiçoso de Torpe GanânciaNão Havido por Lucros Desonestos. Seja, porém HospitaleiroAmigo do BemSóbrioSensatoJusto.PiedosoConsagradoQue Tenha Domínio PróprioQue se Apegue Firmemente ao Evangelho e não às heresias, Ame a Sã Doutrina; da maneira como foi ensinada. Para que seja, e tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino, como para convencer os que o contradizem.
“Para que seja capaz de encorajar a outros pela sã doutrina e de refutar os que se opõem a ela”. (NTNVI)

Tito 1.10-16 – MOTIVOS SECUNDÁRIOS PARA A QUALIFICAÇÃO DOS MINISTROS DE DEUS - PASTORES, PRESBÍTEROS, ANCIÃOS, DIÁCONOS.
Sendo naturalmente o motivo primário, a promoção da Glória de Deus por meio da edificação dos eleitos do Senhor, povo cujo destino final é a habitação eterna nos altos céus com fins de adoração perfeita e unânime ao Cordeiro que assenta no trono. “Entoavam um novo cântico diante do trono... São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro; e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula” (Ap 14.3a, 4b). Sendo esse o motivo principal e primário da capacitação do pastor, naturalmente que o Senhor da Seara não fará isso de forma relaxada e ineficiente (não é próprio da sua natureza perfeita); portanto pelo seu santo e seguro agir os seus pastores receberão favor especial diante do Senhor e o seu glorioso e especial conforto, tendo em vista, que se trata de uma obra espiritual e miraculosa, mas sem dúvida; executada por homens, simples homens como eu e você, que pela Graça de Deus, amados e protegidos pessoalmente pelo Senhor da Obra. Quanto mais dedicação, quanto mais interesse, quanto mais compromisso, quanto maior e real for a entrega, maior retorno e especializado será o pastor; quanto menos investimento e dedicação, maiores serão as dificuldades e limitação por parte do pastor no serviço. Como disse o Apóstolo Paulo: “Porque existem muitos insubordinados...” triste e desgastante é lhe dá com pessoas que não se subordinam e não se submetem à nenhum tipo de ordem e autoridade, imagine quando essas referidas pessoas se tornarem os seus maiores opositores. E cada um de nós hoje já começou a experimentar de alguma maneira um pouco, ou muito disto no seu ministério.
                “Palradores frívolos e enganadores...” Palrar é: articular sons vazios de sentido, ou seja, tagarela, falador, Fala muito. Isso quer dizer quer a possibilidade de se espalhar a semente maligna ira se duplicar de forma sem controle. Frívolo é: sem importância, sem valor, vão. Já imaginou um articulador de ideias vazias e sem valor? Agora, acrescente a tudo isso acima o engano. Será que se dependesse de nós e da nossa agilidade e habilidade no ministério; teríamos, como controlar isso tudo? É claro que não, se conseguíssemos desvendar e começar a resolver um dos problemas, já haveria, diversos e milhares de outros sendo amadurecidos prestes a brotar contra nós; não teríamos estrutura e nem tempo o suficiente, a vida aqui é muito curta, para tal peripécia. Visto que a realidade é tão complexa; dediquemos-nos a amar e a obedecer ao Senhor, em nossos ministérios, para que gozemos do seu total apoio e cuidado. O principal deles é nos fortalecer na obediência a nossa cabeça, Jesus Cristo para não perdermos tempo, com esses falsos mestres, e dediquemos mais tempo ao Senhor Jesus e à Sua Obra. Precisamos conduzir a alimentar o rebanho do Senhor rumo a eternidade, portanto, assim como, ou aprendendo do Apóstolo Paulo, vamos firmar e andar nas bases sólidas da Graça do Senhor Jesus Cristo. Lembrem-se, quanto mais distraídos estivermos, menos seremos eficientes na obra da evangelização e no Reino do Senhor Jesus. Avante homens! Nem fugindo, e nem sendo superficiais, mas como é a instrução do Apóstolo Paulo; “é preciso fazê-los calar” e na minha pequena visão, se há uma maneira de fazermos esta ordem ser uma realidade entre nós; pregação segura e libertadora, trabalho árduo dia após dia, evangelismo eficiente e abrangente. Pois como continua o texto: “Por que andam pervertendo casas inteiras...” qual de nós ainda não viveu com as ovelhas na Igreja a experiência de conseguir levar (sem pretensão de méritos) o evangelho sério da Graça a algumas pessoas e famílias no seu bairro e depois de horas ou dias, sermos surpreendidos com uma atitude fria ou indiferente dessas mesmas pessoas e famílias, inclusive ao visitá-las recebermos um recado por um filho pequeno, que os seus pais mandaram avisar-nos que não queria nos receber e fechar a porta na nossa frente? Eu a as ovelhas que pastoreio na Sião já.
                Justamente pelo que continua a dizer o texto: “ensinando o que não devem...”Pastores de Jesus, não é outro senão este o motivo; “pescadores de aquário dos outros”; é tão mais fácil e cômodo “evangelizar” quem já se abriu e se interessou por Jesus e seu evangelho. Não será mais preciso “orar e labutar” como disse Lutero. Não podemos cair no conto do vigário: “é tudo de Jesus mesmo” esta é a mensagem do diabo, e seus anjos, vindo do mais negro e terrível inferno, não se associe com isso colegas, sob pena de receber do Justo Juiz a mesma paga que estes mercenários. Como diz em apocalipse 12 sobre a vitória de Cristo e do seu povo sobre o dragão: “Então ouvi grande voz do céu, proclamando: agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus. Eles pois o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da Palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida”. João vê no futuro a realidade da sua vida e da igreja sofrida pelas perseguições do Império Romano e dos judeus, o que nos dá uma ideia também do que é a nossa realidade, podemos vê se sustentarmos em Cristo o seu testemunho mesmo em face da morte não amando a nossa própria vida e sim nos entregando a Causa do Evangelho de Jesus.
                E o texto continua comprovando o que segue: “por torpe ganância”, refrescando a nossa memória e vocabulário, torpe é: desonesto, impudico, repugnante; e ganância: que já é a nós bem mais conhecida, ou seja, ambição de ganho ilícito, usura, ambição. É certo que nenhum de nós pastores praticamos sequer em menores proporções este tipo de atitude, não é mesmo? Pois, bem, homens de Deus; eis o desafio, sermos e fazermos diferente para a Glória de Deus. Talvez o nosso maior desafio seja dá a Glória a Deus, podemos aprender ou fortalecer este ponto em nossos ministérios.
                Como diz o Apóstolo Paulo no v.15: “todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas”. Vejam que “tudo” se refere ao total, ao completo em nosso ser (corpo, alma e espírito); e qual de nós não tem áreas e pontos íntimos a serem santificados ao, e, pelo Senhor? Qual de nós é padrão assim, para que assuma e usurpe o lugar de Jesus? Dependemos totalmente da livre e soberana Graça agindo em nós por meio da mente de Cristo, que por meio da Palavra pregada está fundida em nós. Os impuros levam vantagem sobre o mundo, pois os oferecem aquilo que eles gostam e procuram; diferente de nós, que não podemos mudar ou desviar em nada, e sim dá aquilo que todos precisam; Jesus Cristo.
                Finalizando, como nos mostra claramente o texto: “Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sadios na fé, e não se ocupem com fábulas judaicas, nem com mandamentos de homens desviados da verdade”. Mais uma vez o Apóstolo Paulo, dá uma ordem dura de ser obedecida: “Repreende-os Severamente”, primeiro porque para isso, é necessário que não estejamos envolvidos ou seduzidos de alguma maneira com esses mesmos erros com eles, e segundo ô tarefa difícil esta, quando não é feita pelo sob, e pelo, poder do Espírito Santo. Como disse, não há nada fácil é preciso ter convicção absoluta e coragem para desafiar o império das trevas, não ganhamos popularidade com outros líderes e nem com o mundo chamado hoje de “evangélico” ou de “a igreja evangélica brasileira”; não ganharemos escandalosas quantias, enfim, Jesus sabe o que é isso, Ele mesmo experimentou, só n’Ele, e por Ele, ousará alguém de nós a tal feito? Alguém se candidata? Repreender é: advertir, censurar, arguir com palavras severas e necessárias, de caráter disciplinar. Severamente é: rígido, rigoroso, duro, inflexível, que executa suas obrigações com pontualidade e exatidão; correto e elegante. Não é de, e não é para, qualquer um, isso é Obra de Deus, não pode haver fraqueza e retrocesso, pois só assim, diz o Apóstolo Paulo, é possível fazê-los calar, antes que contamine muito mais. O desafio é enorme, a grandeza é magistral, mas é necessário ser feito, e Jesus está-nos, e já nos, convocou; quando disse: “porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” você já foi a Ele? Porque esta promessa é para aqueles que já vieram.
                “A grandeza de um homem não está naquilo que ele já fez, ou já sabe fazer, mas sim, em aceitar obras e desafios grandiosos das quais ainda nunca foram feitas (Pr Salésio Porto).
                Jesus disse indo em direção ao calvário aos seus discípulos, sob palavra de juramento:“Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, por que eu vou para junto do Pai”. Ficava em dúvida sobre o que Ele disse: “vou para junto do Pai”, se para nos consolar, ou colocar sobre nós a responsabilidade da obra, a Bíblia é fantástica; nos versículos seguintes ela mesma responde: “E tudo quanto pedires em meu nome, isto farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. Se me amais, guardareis os meus mandamentos”. Inicialmente, nós, já nos conhecemos; incrédulos como somos, dizemos diante deste texto: mas isso ai foi dito aos seus discípulos lá tantos mil anos atrás, hoje, não serve ou não se aplica a nós literalmente; Jesus já fez tudo, Ele não precisa mais de nada, e depois como diz o texto: “eu vou para o junto do Pai” o que poderá fazer a, e conosco? Mas, é nesse ponto que se torna desafiador o convite, Ele subiu e está sentado à direita do Pai e intercede por nós, na sua Oração Sacerdotal Jesus orou não só por estes, que eram aqueles que pessoalmente se encontravam ao seu lado no momento da Sua Oração ao Pai. Mas, a sua oração não terminou ai, Ele continuou, mas também por aqueles que vierem a crê em mim; e se Ele orou e nos incluiu na sua petição é garantido o que Ele promete, lembro-me do hino 160 “sim, o que Jesus promete dá”, estamos cobertos por Jesus; mas isso é lá com os outros grandes homens da história bíblica; Paulo, Pedro, Abraão, nós, não.
                Para refletirmos: já imaginou se fôssemos nós, eu e você, aqueles; a quem Jesus depois de passar orando por uma noite, nos escolheu e nos ordenou para fazer a Sua Obra no mundo? Qual seria a nossa atitude diante do Seu Chamado, estando Ele, pessoalmente como homem à nossa frente dando as suas impossíveis ordens?
                Vejam quais os riscos que correríamos se disséssemos que não era conosco que Ele estava colocando a responsabilidade de fazer o Seu Reino se expandir e crescer, Leia Marcos 11.12-14, 20-26“No dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome. E, vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma coisa. Aproximou-se dela, nada achou, senão folhas; porque não era tempo de figos. Então lhe disse Jesus: Nunca jamais coma alguém fruto de ti! E seus discípulos ouviram isto. E, passando eles pela manhã, viram que a figueira secara desde a raiz. Então Pedro, lembrando-se, falou: Mestre, eis que a figueira que amaldiçoaste secou. Ao que Jesus lhe disse: Tende fé em Deus. Porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele. Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco. E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. (Mas, se não perdoardes, também vosso Pai celestial não vos perdoará as vossas ofensas)”. No céu como viu João, só haverá os salvos, a quem nós pregamos, são muito poucos, e Jesus não voltará a terra pela terceira vez para dar chance a mais pessoas, Ele decidiu que a Sua Obra estaria sobre a nossa responsabilidade, são só aqueles a quem nós conseguirmos pregar, não há um plano B. pense nisso.

Em Cristo!

terça-feira, 19 de maio de 2015

CARNALIDADE, IMATURIDADE E DIVISÕES

Amados irmãos, vejamos este estudo, CARNALIDADE, IMATURIDADE e DIVISÕES, tudo dentro do respaldo bíblico, Rejeitar o pluralismo e o ecumenismo não reflete falta de amor. O verdadeiro amor busca a verdade (1 Coríntios 13:6), e sabe que a verdade nos liberta (João 8:32). Não salvaremos ninguém se tornarmos “cúmplices nas obras infrutíferas das trevas” (Efésios 5:11). Se tivermos amor, falaremos e seguiremos a verdade, pois assim alcançaremos a salvação e conduziremos outros à mesma bênção da comunhão eterna com o único e verdadeiro Deus (Efésios 4:15; 1 Timóteo 4:16). Se você ama a Deus e ama ao próximo, não seja enganado pelas falsas e perigosas noções do pluralismo!


CARNALIDADE, IMATURIDADE E DIVISÕES

Texto básico: 1 Coríntios 3.1-23
Texto devocional: Romanos 8.35-39
Versículo-chave: 1 Coríntios 3.9
“Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós”
Alvo da lição
Ao estudar esta lição, você vai identificar duas das principais causas das divisões na igreja – a carnalidade e a imaturidade – e praticar os recursos que o texto bíblico nos apresenta para evitar e eliminar o espírito divisionista.
Leia a Bíblia diariamente
Segunda: 1Co 3.1-9
Terça: Rm 8.9-17
Quarta: 1Co 3.10-17
Quinta: 1Pe 2.4-8
Sexta: 1Co 3.18-23
Sábado: Jo 17.1-19
Domingo: Jo 17.20-26
Introdução
Como os crentes de Corinto, constantemente nos achamos em luta contra dois inimigos: o mundanismo e a carnalidade. O primeiro é exterior, e o segundo, interior. Os coríntios raramente os venciam; frequentemente sucumbiam a ambos. Em consequência, cometiam sérios pecados, um após outro. Quase toda a primeira epístola visa identificá-los e corrigi-los.
O pecado das divisões na igreja coríntia foi acompanhado de outros pecados, pois estão sempre inter-relacionados. Não existe pecado isolado – um leva a outro, e o segundo reforça o primeiro. Cada pecado é uma combinação de pecados. A primeira epístola aos coríntios confirma essa realidade e nos exorta a cortar o mal pela raiz.
I. A manifestação da carnalidade (1Co 3.1-9)
Antes, o apóstolo mostrou que a causa de existirem divisões na igreja de Corinto era o mundanismo – eles continuavam a prezar a sabedoria humana. Agora, ele aponta a carnalidade como a razão de criarem partidos.
1. A causa da existência dos partidos (1Co 3.1-3)
O motivo do partidarismo não era somente externo – a influência do mundanismo; mas também interno – a carnalidade. Os coríntios não só haviam sucumbido às pressões do mundo, mas também haviam sido seduzidos pela própria carne.
Antes de começar a repreender os coríntios, Paulo os chama de “irmãos”. Isso é a indicação de que eram salvos por Cristo, e que o apóstolo assim os considerava. Entretanto, não podia diminuir a gravidade do pecado que haviam cometido. Não convinha dirigir-se a eles como crentes“espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo” (1Co 3.1). O crente espiritual é aquele que se deixa controlar pelo Espírito, enquanto o crente carnal se entrega ao controle da sua natureza carnal (Rm 8.9,14).
Quando ainda eram “crianças”, os coríntios haviam recebido o alimento adequado ao nível espiritual em que se encontravam. Agora, porém, passado algum tempo, já deviam estar preparados para receber doutrina mais difícil de digerir. Entretanto, não podiam, porque ainda agiam como crianças espirituais (1Co 3.2).
O cristão cresce quando caminha dirigido pelo Espírito, mas estaciona no crescimento espiritual quando se deixa dirigir pela carne, pois são duas forças opostas entre si (Gl 5.16-17). A carnalidade do cristão não é um estado absoluto, no qual permanece, mas um comportamento ocasional, quando prevalece o comando da carne (Rm 8.5-14).
2. As manifestações da carne (1Co 3.3-4)
A carnalidade não é inevitável. É uma questão de escolha. Os cristãos de Corinto não cresciam porque alimentavam os apetites carnais. Era por essa causa que a congregação de Corinto colocava em evidência os ciúmes e as contendas.
O ciúme é a atitude ou a condição emocional interna; e a contenda é a ação que resulta dela ou a sua expressão exterior. O primeiro se revela como forma de egoísmo, que é uma característica comum às crianças, e não aos adultos! Crentes maduros são altruístas.
Essas duas manifestações são sintomas carnais mais destrutivos do que se possa pensar. Entre outras coisas, causaram as divisões na igreja de Corinto. Quando a congregação desenvolveu lealdade em torno de indivíduos, foi manifesto o ciúme entre os grupos, e surgiram as contendas (1Co 3.4).
3. É preciso mudar o foco da atenção! (1Co 3.5-9)
As divisões são evitadas quando os olhos são fixados em Deus, o único que deve ser exaltado. Quando focamos a nossa atenção no Senhor, o que sempre devemos fazer, eliminamos o perigo da formação dos partidos na igreja.
a. O que são os obreiros?
Apolo e Paulo eram simplesmente servos do Senhor, usados para a instrução dos coríntios, de acordo com os dons e habilidades que Deus havia concedido a cada um. Paulo plantou, Apolo regou! Era inútil, portanto, que atribuíssem qualquer glória a Paulo ou a Apolo, porque ambos não significaram nada mais do que isto: servos, uma tradução da palavra grega diakonos– aquele que serve (1Co 3.5-6). Eles foram simples instrumentos da fiel ação divina, que trouxe os crentes de Corinto à comunhão do Filho de Deus (1Co 1.9).
Paulo usou uma ilustração do que acontece na agricultura para demonstrar a dependência de cada servo ao seu Senhor. “Plantar” e “regar” são ações humanas, mas “dar o crescimento” é obra de Deus. Ambas as funções são inúteis, se Deus não fizer crescer. Por isso, um e outro cooperam com Deus (1Co 3.9), de Quem hão de receber o galardão pelo trabalho realizado (1Co 3.8).
b. De quem é a igreja?
Encontramos duas metáforas no versículo 9: “lavoura de Deus e edifício de Deus”. Com a primeira, o apóstolo dá a entender que o trabalho do que planta e do que rega produz um resultado que não lhes pertence.
A lavoura é propriedade de Deus. Com a segunda, Paulo ensina que os obreiros não passam de construtores, pois o edifício que levantam está edificado sobre um alicerce que não foi estabelecido por eles (1 Co 3.11). O edifício pertence a Deus.
Devemos ser lembrados, muitas vezes, de que a igreja onde e pela qual labutamos não é propriedade nossa. Somos apenas servos, às ordens de um Senhor, a Quem pertence todo o resultado do nosso labor. É Ele que deve ser glorificado em tudo o que fazemos.
1 Coríntios para hoje
Como age uma pessoa que pensa ser dona da igreja nos dias de hoje? Qual a diferença entre ela e um irmão que entende que é apenas instrumento do Senhor e que Ele é o dono de todos? Em qual grupo você se encaixa?
II. Deus julga os obreiros (1 Co 3.10-17)
Paulo ainda continua a considerar o problema das divisões em Corinto. Mas agora nos remete a uma reflexão sobre como o Senhor considerará as obras dos crentes, quando Ele regressar.
1. O fundamento da construção (1 Co 3.10-11)
Paulo se comparou a um prudente construtor. Trabalhava como um experiente e habilidoso mestre de obras, distribuindo as tarefas a cada operário. Mas a obra que realizava tinha o fundamento certo. Só existe um fundamento sobre o qual se pode erigir o edifício espiritual – Jesus Cristo (1Pe 2.4-8). Cada obreiro, porém, é responsável quanto ao modo como realiza a obra.
2. A revelação da qualidade da obra (1 Co 3.12-17)
Paulo tem em mente a chegada daquele dia (1 Co1.8), quando se tornará manifesta a verdadeira natureza das obras dos cristãos.
a. O rigor do teste. O teste se fará “pelo fogo”, o que dá a ideia de uma prova rigorosa. O valor das obras poderá ser comparado ao ouro, à prata e às pedras preciosas – materiais valiosos que, quando submetidos ao fogo, têm expurgadas as impurezas; ou à madeira, feno e palha – materiais que não resistem ao fogo (1 Co 3.12-13).
b. O resultado final do teste será determinar se o obreiro receberá ou não galardão (1 Co 3.14-15). “Sofrerá ele dano” (1Co 3.15) não significa perda da salvação. Isso se confirma com a expressão que segue: “mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo”. O crente, cuja obra será comparada a material que o fogo extingue, não receberá galardão, embora seja “salvo”. Para que os cristãos entendam a seriedade com que os obreiros devem construir, Paulo introduz uma pergunta que já inclui em si mesma a resposta (1 Co 3.16). A igreja é santuário de Deus – Ele está pessoalmente presente, pelo Seu Espírito, em todos os membros da igreja, que juntos constituem o corpo de Cristo. Eis a razão pela qual se deve encarar a obra de Deus com muita responsabilidade.
A advertência contida no versículo 17 demonstra a gravidade da existência das divisões na igreja de Corinto. Por ser santuário de Deus, o homem que não age corretamente na sua relação com a igreja é culpado de grave pecado. O ofensor haverá de receber o castigo na proporção em que o comete, porque o “santuário de Deus, que sois vós, é sagrado”.
1 Coríntios para hoje
Deus vai pedir conta daquilo que fizemos em Sua igreja. De que maneira essa verdade impacta você? Quão cuidadoso você tem sido com suas atitudes e serviço em relação à sua igreja local? Faça uma autoavaliação. Em seguida, ore pedindo o Senhor que o ajude a ser autêntico no exercício do serviço cristão.
III. Como eliminar as divisões (1 Co 3.18-23)
O apóstolo Paulo voltou ao tema da sabedoria do mundo e da futilidade de qualquer tipo de vanglória, baseada em líderes de grande capacidade, para mostrar que essa tendência pode ser corrigida quando a igreja possui um conceito exato de ministério.
1. A visão correta de quem ensina (1 Co 3.18-20)
É bastante fácil que tenhamos conceito errado acerca de nós mesmos. Por isso Paulo advertiu: “Ninguém se engane” (1Co 3.18). Talvez alguns mestres em Corinto se fizessem passar por homens de grande sabedoria. O apóstolo se dirigiu a eles e a qualquer pessoa que possui um conceito elevado da sua própria sabedoria. Se alguém deseja ter verdadeiro discernimento espiritual, tem que se tornar o que o mundo chama de “louco”. A verdadeira sabedoria, que está contida no evangelho, é achada quando se renuncia à sabedoria deste mundo.
A sabedoria do mundo é “loucura diante de Deus” (1 Co 3.19). Com a sabedoria humana, por mais que insistisse, o homem jamais poderia elaborar um plano de salvação eficaz como o elaborado por Deus. Ele triunfa sobre a sabedoria humana, a fim de realizar os Seus propósitos. Nem mesmo toda a erudição dos homens poderia frustrar os planos divinos.
Não há pensamento humano que o Senhor não conheça, e sabe que são pensamentos vãos ou inúteis, como o comprova a incapacidade de o homem alcançar a salvação (1Co 3.20).
Deve-se considerar aqui que Deus não condena a sabedoria relacionada com a Ciência, a Filosofia e outros campos do saber humano. Ela é necessária e é dádiva de Deus. Mas a sabedoria que exclui o temor do Senhor (Pv 1.7) e a cruz de Cristo (1 Co 1.18-25) é vã e inútil nas questões relacionadas a Deus, à salvação e à verdade espiritual.
2. A visão correta sobre quem possui o que ou quem (1 Co 3.21-23)
a. Todos são da igreja (1 Co 3.21-22).
Não havia nenhuma razão para os crentes coríntios se gloriarem nos homens. Eles deveriam se alegrar pela providência de todos os fiéis líderes que Deus lhes enviou: “seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas”. Se a igreja tivesse sido cuidadosa para entender e seguir tudo o que aqueles três homens ensinaram, estaria unida, e não dividida. Eles cooperaram com Deus para suprir as necessidades espirituais dos crentes, um de um modo, outro de outro, como Lhe aprouve.
b.Tudo é da igreja (1Co 3.22). Não somente os bons líderes são da igreja, mas todas as demais coisas que Deus concede para o bem dos Seus filhos. Como cristãos, somos “herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo” (Rm 8.17). Somos participantes da glória de Deus em Cristo (Jo 17.22). Todas as coisas colaboram para o bem dos que amam a Deus (Rm 8.28).
• O mundo é nosso. Não apenas no sentido em que Deus o criou para o nosso sustento e deleite (Gn 1.28-30), mas também no sentido de que os seguidores de Cristo herdarão a terra (Mt 5.5).
• A vida é nossa. No sentido físico, a vida é dom de Deus e devemos prezá-la. No sentido espiritual, nós a recebemos para participar da natureza divina (2Pe 1.3-4) e para desfrutá-la eternamente.
• A morte é nossa. O grande inimigo da humanidade foi vencido. Cristo venceu a morte, e por Ele nós a vencemos também (1Co 15.54-57). Paulo entendia que para ele “o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fp 1.21). Para o povo de Deus, a presença no mundo é boa e necessária, mas a morte – que conduz à vida eterna – é melhor (Fp 1.23-24).
• As coisas do presente são nossas – as boas e as más. Em todas as coisas temos a oportunidade de ser vencedores e de experimentar o amor de Deus por nós (Rm 8.37-39).
• As coisas futuras são nossas. Certamente são nossas as bênçãos celestiais, das quais agora só desfrutamos o mínimo (1 Co 2.9).
c. A igreja pertence a Cristo, e Cristo pertence a Deus (1 Co 3.23). Nós somos propriedade de Cristo. Ele é a origem da igreja, a base para a sua unidade espiritual; a cura para as divisões. Se os olhos dos cristãos de Corinto estivessem voltados para Cristo, as divisões não ocorreriam. O maior motivo para se manter a unidade do Espírito e evitar as divisões na igreja é saber que pertencemos a Cristo, e que Cristo é de Deus. Todos nós somos propriedade de um e de outro. Na oração sacerdotal, o Senhor valoriza o que ensina sobre a unidade, ao dizer: “porque são teus; ora, todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas… que todos sejam um;e como és, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste… para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade” (Jo 17.9-10,21-23). Nós deveríamos aprender a manter a unidade com o Deus Pai e o Deus Filho. Eles são eternamente um em essência, embora sejam duas Pessoas.
1 Coríntios para hoje
As divisões têm origem em desejos bem egoístas. Faça um levantamento de algumas atitudes que refletem esse egoísmo. Em seguida, reflita:Como olhar para Jesus pode ajudar-me a corrigir o que o egoísmo estragou em minha vida?
Conclusão
1. Entendeu o que é um crente carnal e um crente espiritual? De que modo a carnalidade provoca divisões na igreja? Concorda que, se os crentes corrigirem o foco de atenção, poderão evitar que a igreja sofra com a existência de partidos?
2. Qual tem sido a qualidade das suas obras? As motivações com que as faz são corretas? Lembre-se de que Deus não vê apenas o resultado do que é feito. Ele conhece as razões que impulsionam o crente a agir.
3. Por que ainda há divisões na igreja? Qual é a sua opinião? Para o apóstolo Paulo, tudo começa com a falha em não compreendermos a realidade da unidade espiritual existente no nosso único Possuidor.
4. Considere o significado de a igreja ser o “santuário de Deus”.


DIVISÕES NA IGREJA NÃO AGRADAM A DEUS


AS DIVISÕES NA IGREJA NÃO AGRADAM A DEUS

1 Coríntios 1.10 – “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, seja inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo  parecer”.
Em Dezembro de 1912, um grande navio partiu da Inglaterra, rumo aos Estados Unidos. No meio do oceano um ice-berg pôs fim à viagem. O grande Titanic foi para o fundo do mar. Sua tripulação era de 2.227 pessoas das quais apenas 705 foram salvas. Observando esse naufrágio, percebemos que centenas de pessoas poderiam ter salvo suas vidas se o navio não se dividisse ao meio. Com o casco furado, a água invadiu o navio e as partes inundadas foram fechadas para que a água não atingisse os locais onde estavam a tripulação. Mesmo com tanta água dentro do navio ele não teria afundado tão depressa. O que causou a morte de tanta gente foi a divisão do navio em duas partes. Uma delas afundou primeiro e a outra foi, logo à seguir, puxada também para baixo. Se não houvesse essa divisão toda a tripulação teria sobrevivido, posto que pouco tempo depois de o Titanic naufragar um outro navio chegou ao local e socorreu os sobreviventes. A divisão do navio foi a sua ruína.
O assunto desse estudo é a divisão. Dividir é partir algo no meio ou em várias partes. É quebrar a unidade. É fracionar algo. Um pão pode ser dividido e com isso matar a fome de duas pessoas. Isto é bom! Mas um vaso não poderá transportar água para matar a sede de duas pessoas se for dividido ao meio. Os dois continuarão com sede. Existem certas coisas que a divisão propicia vantagens; já em certos casos, a divisão pode destruir a coisa dividida.
Em Mateus 12.25,26, Jesus mostra o prejuízo que causa a divisão para algo que não foi criado para ser dividido: “Jesus, disse: Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não substituirá. Se Satanás expele a Satanás, dividido está contra si mesmo; como, pois, subsistirá o seu reino?”. O que Jesus nos ensina nesse texto é que um reino se enfraquece quando se divide. As pessoas o estavam acusando de expelir demônios em nome de demônios, então ele mostra que até Satanás não entraria nessa empreitada, pois seria como embarcar num barco furado – se se dividisse ele mesmo se destruiria.
A igreja de Jesus não foi criada para ser dividida. A igreja de Cristo é una. É um só corpo e o corpo quando se divide fica aleijado e apenas uma das partes tem a possibilidade de sobreviver.
No início da história da igreja, os cristãos eram conhecidos como “os da seita do caminho” (Atos 9.2 e 19.23). Foi na cidade de Antioquia que, pela primeira vez, o grupo de discípulos de Cristo foi chamado de cristãos (At 11.26). Era um grupo perseguido pelo Império Romano, pelos Judeus e por gentios de várias etnias. Com o fim da perseguição em 313, na época do Imperador Constantino, e a oficialização do Cristianismo, como igreja oficial do Império, em 386 na época do Imperador Teodózio, a igreja passou a ser denominada: Católica, que quer dizer universal. A religião cristã deveria ser formada por uma Igreja única que envolvesse todo o mundo numa única missão. Mas a igreja fracassou.
O fim da perseguição fez o ânimo do povo se esfriar. Os mártires acabaram. Ninguém necessitava mais morrer por Cristo. A igreja passou a dominar a política e deter todo poder terreno. Com isso tirou os seus olhos dos céus e os fixou na terra. A Igreja nunca ficou sem as manifestações particulares de fidelidade a Deus, pois muitos cristãos verdadeiros levantaram sua voz, clamando por fidelidade aos preceitos de Deus. O pior é que a igreja, que devia fidelidade a Deus, matou os seus membros fiéis, que lutavam pelo retorno à Palavra de Deus. O povo foi impedido de ler a Bíblia; homens e mulheres foram homenageados sendo colocados no posto de “santos”; os líderes da igreja buscavam a tudo, menos ter vida íntima com Deus; o povo deixou de crer no Senhor e passou a buscar os ídolos; até a salvação passou a ser vendida por dinheiro. A Igreja deixou de ser o farol que Deus colocou no mundo para iluminar o caminho dos homens e os guiar até os céus. A Igreja deixou de ser Igreja.
Em  1517 um monge Agostiniano chamado Martinho Lutero, com muitas dificuldades e perseguições, deu um passo importante rumo ao retorno da igreja do Senhor ao Seu caminho. A igreja reiniciou os passos nos trilhos certos. Outros homens também se empenharam na Reforma Protestante e deram suas vidas para que a igreja não voltasse aos níveis deprimentes que tinha chegado. A igreja do Senhor voltou a brilhar. O mundo voltou a ver a ação do cristianismo que transforma vidas, cidades, estados e nações. O povo redescobriu o valor da oração e a possibilidade de falar diretamente com Deus. Novamente puderam ter nas mãos a Palavra do Senhor, antes proibida de ser lida pela própria igreja que tinha a missão de propagá-la; o povo redescobriu o prazer de ter comunhão com Deus.
A igreja reformada começou a dar os seus primeiros passos. Deveria continuar sendo una, sem divisão, mas os seguidores da doutrina de Lutero, deram o nome de sua igreja de Luterana. Os seguidores de Calvino se tornaram Presbiterianos, depois vieram os Anabatistas, Menonitas, Batistas, Assembleianos, e as muitas outras denominações que existem hoje. Todas as denominações criadas são fruto de uma divisão. Todas elas nasceram porque um líder divergiu de outro e não tiveram humildade e nem amor à causa maior – O REINO DE DEUS.
Preferindo seguir o seu próprio caminho humano, não dando atenção à unidade exigida por Deus, os homens transformaram a Igreja, corpo de Cristo, num corpo com muitos membros deformados e divididos. Um corpo que se difere em muitos pontos e luta contra si mesmo. Igrejas que lutam pela conquista da membresia de outra denominação e deixa os não cristãos continuarem perdidos. Deformaram o corpo de Cristo e por isso prejudicaram o andamento do Reino de Deus no mundo. Fizeram da Igreja um corpo com uma mente perfeita, mas com membros que não obedecem aos seus comandos. Com toda a certeza, Deus pedirá conta de cada líder arrogante que um dia arrastou e continua a arrastar membros atrás de si, por pura manifestação de orgulho pessoal. Tais líderes não podem pregar os ensinamentos de Jesus, pois se os aplicassem em suas próprias vidas, não teriam tomado as atitudes que tomaram.
A igreja do Senhor continua sendo una. Os salvos fazem parte de um povo especial. Um povo que recebeu a graça de Deus, e depois de tomar posse da graça passou a manifestar em suas vidas os efeitos dessa graça divina. Os salvos se unem, não em denominações, mas no propósito único de fazer o nome de Jesus e Sua salvação conhecida por todos, em todo o mundo. Não podemos nos dividir. Não podemos fazer como a igreja do passado que morreu porque passou a olhar para o mundo e deixou de olhar para o céu. Perdeu a esperança da glória. Não podemos nos dividir, pois o nosso Senhor não se agrada em ver divisão do seu próprio corpo.
Esse é o tema desse estudo: AS DIVISÕES DA IGREJA  NÃO AGRADAM A DEUS.
Para evitar as divisões Paulo toma algumas atitudes em relação aos crentes da Igreja de Corinto. A primeira delas foi: APELAR PARA O BOM SENSO DOS CORÍNTIOS.
Para dar início à sua argumentação, Paulo usa um termo que lhe é peculiar. Ele diz:“Rogo-vos, irmãos”. Rogar é pedir com instância ou suplicar. Na busca por uma igreja unificada Paulo chega a suplicar aos membros da igreja de Corinto que atentem ao que ele irá dizer logo à seguir. Paulo mostra que o seu desejo, e o desejo do Senhor da igreja devem ser priorizados. O grande evangelista e apóstolo do Senhor Jesus se rebaixa e se humilha diante de uma igreja formada por pessoas que eram perdidas e condenadas, mas que com o seu empenho e sua pregação creram no Senhor Jesus e agora faziam parte do Corpo de Cristo. Ele se humilhou para que a igreja, vendo a sua humilhação, pudesse despertar o seu bom senso e se aperceber da importância da união da Igreja.
Somos acostumados a líderes que impõe regras e obrigam os seus liderados a o obedecerem incondicionalmente. Se não o obedecem, ele os expulsa. Sou adepto do estilo de Paulo. Há muitas coisas na igreja que ao perceber o desvio e a desobediência, não chego logo batendo, como seria o costume da maioria. Procuro fazer como Paulo. Procuro fazer com que as pessoas entendam a importância da ação correta e uma vez tendo entendido, tomem atitude positiva rumo ao afastamento daquelas atitudes que não são muito apropriadas para a vida de um crente.
Entendo que o crente não pode viver pela cabeça do pastor. Ele tem de aprender a tomar as atitudes corretas por consciência própria do que é bom e faz bem à igreja e à sua vida particular. Também creio que não há mérito algum se todas as suas ações corretas forem executadas sob o olhar fiscalizador do pastor. O prazer da obediência nasce no coração do homem que por se sentir servo do Senhor escolhe o caminho que contraria a si mesmo, mas que é o caminho marcado pelo Senhor para que caminhe nele.
Paulo “Roga” aos irmãos corintios. Ele suplica a eles que tomem a atitude correta. Paulo os incita a pensar. Ele deseja que os corintios tenham consciência da ação correta que devem tomar e a tomem. Essa escolha particular é prazerosa e gera proximidade do servo com o Senhor. O servo obediente desejará a presença do Senhor. Ele não fugirá do Senhor com medo por ter agido contrário à Sua vontade. O obediência particular do servo, ou seja, sua obediência meu irmão, o aproximará de Deus.
Paulo fez um apelo ao bom senso dos Coríntios. Use o seu bom senso e responda a essas perguntas: Você acha que é certo ou vantajoso que haja divisão da Igreja do Senhor? Usando o seu bom senso você consegue perceber vantagens na divisão de algo que não foi criado para ser dividido? Eu penso que não há vantagem alguma em divisões e luto pela união de todos os membros do Corpo de Cristo. Mas eu não me iludo, pois sei que uma união total de todas as igrejas evangélicas num único lugar é impossível, pois para isso acontecer líderes e membros de igrejas teriam de abrir mão de muitos interesses pessoais e denominacionais que não estão prontos a abandonar. O corpo de Cristo vai continuar dividido por culpa daqueles que deveriam ser os primeiros a lutar pela união. Eles não usarão o bom senso que Paulo desejou que usassem. Mas creio que pelo menos dentro das igrejas locais é possível os membros lutarem para se manterem unidos.
Para evitar as divisões Paulo tomou a atitude de implorar para que os crentes tivessem bom senso e evitassem divisões. Outra atitude de Paulo foi: APELAR PARA A CONSCIÊNCIA CRISTÃ DE CADA UM DELES. Ele disse: “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Todos nós temos consciência de nosso papel na sociedade. Sabemos nossos direitos e deveres como membros de uma família. Sabemos nos portar em diferentes postos de trabalho. Sabemos como nos portar em festas. Esse saber se portar corretamente em diferentes locais é possível porque temos consciência de como devemos agir nos diferentes locais e situações. Essa é nossa consciência social.
O que nos interessa, nesse momento do estudo, é ressaltar a consciência cristã que devemos ter ao tomar atitudes diversas em nossa vida. A igreja cristã nasceu a cerca de 2000 anos atrás. Como disse, na cidade de Antioquia os discípulos de Jesus foram chamados “Cristãos”. Desde então, onde estiver um discípulo de Cristo, ali estará alguém que (se espera) agirá como o Mestre Jesus Cristo.
O cristão deve despertar a sua consciência Cristã para passar a agir conforme essa consciência. Deve saber que nasceu de novo e como um membro da família deve defender os interesses dela. Tudo o que o cristão pensa, fala ou age é tomado como atitudes que nascem do coração puro e é fruto de uma transformação de vida que ocorreu quando se converteu e passou a ser um cristão. O cristão deve passar a agir como sendo um representante de Jesus em todos os lugares onde estiver.
É nessa consciência cristã que Paulo se firma para despertar a igreja rumo à unidade da igreja. Ele insta a igreja a se ver como representantes de Cristo e como seguidores dos ensinos do nosso Mestre Jesus e diz: “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo”. Ele leva a igreja a confrontar os interesses pessoais com os ensinamentos do Mestre Jesus na hora em que estiver motivado a promover separações internas. Paulo leva os crentes a pesar a vontade de Jesus na hora de se dividirem. Será que Jesus Cristo gostaria que sua igreja passasse por mais divisões? Será que o fato de cada irmão estar indo por caminhos próprios agradam ao Senhor Jesus? Será que Jesus ficaria feliz de ver que irmãos estão criando partidos dentro de Sua Igreja e com isso fazendo com que cada um fique afastado do outro? Será que Jesus gostaria de ver a disposição de desistir que muitos irmãos tem nutrido em seus corações? Essa foi a atitude de Paulo: Apelar pela consciência Cristã de cada um dos membros da igreja de Corinto. Paulo queria que os crentes agissem como Cristo gostaria que agissem.
Muitas são as situações que nos fazem pensar em divisões. As feridas feitas por irmãos; as palavras duras; as ofensas que nos humilham; as palavras de desestímulo em momentos que desejamos nos empenhar no trabalho; os olhares preconceituosos e atitudes separatistas de irmão em relação a nós…   Se continuamos a escrever todas as situações que nos levam a pensar em desistir e nos separar do grupo, escreveríamos muitas páginas. Essas situações nos induzem à separação. O nosso desejo nessa hora é fugir da presença dos irmãos e nos refugiar em outro redil. Se a vontade do homem for obedecida nesses momentos não haverá ninguém disposto a enfrentar as dificuldade. Obedecendo à natureza caída todos fugirão para lugares onde julgue fora do alcance dos problemas. Fogem procurando novas igrejas como sendo elas “ilhas da fantasia”, e é com isso que o novo grupo se parece. Mas o tempo revela tudo e a ilha da fantasia se revela tão pernicioso como aquele lugar de onde fugimos. Os problemas devem ser enfrentados e tratados, para assim serem curados. Não existem igrejas perfeitas. Cabe a nós fazer com que nossa igreja seja o melhor lugar para se viver em comunhão com Deus e com os irmãos. Fugir não adianta nada.
É isso que Paulo deseja ao apelar para a consciência Cristã. A Bíblia diz que “enganoso é o coração do homem. Desesperadamente corrupto”. Quando agimos baseado em nossa própria consciência humana incorremos no risco de sermos guiados por um coração corrupto. O desejo de Paulo é que nessas horas sejamos sábios e analisemos a situação conforme nossa consciência cristã e não segundo o nosso coração corrupto. Ele deseja que hajamos em obediência aos preceitos de Cristo e não seguindo os impulsos do nosso próprio coração. Se somos cristãos, a melhor opção é agir com bom senso e principalmente usar a nossa Consciência Cristã, para que façamos a melhor escolha: PERMANECER UNIDOS.
O próximo passo de Paulo é incitar os cristãos de Corinto A USAREM SUA CONSCIÊNCIA DE GRUPO para evitar as divisões.
Assistindo a um documentário sobre peixes eu fiquei muito admirado com o comportamento de uma espécie de peixes de pequeno porte. O cardume de pequenos peixes se junta para facilitar sua alimentação e sua proteção contra os predadores. Quando estão juntos, os alimentos não escapam na correnteza e todos tem a possibilidade de se alimentar. Mas a atitude mais importante que eu notei neles é que quando se vêem em perigo eles se juntam. Ficam bem próximos uns dos outros e a imagem que se tem é de um grande peixe. A figura enorme, formada pela união de todos os peixinhos juntos, faz com que os predadores fujam de medo, pensando que estão diante de um peixe maior.
Essa é a consciência de grupo que as pessoas devem ter para permanecerem juntas. O homem não foi criado para viver isolado. Ao ver Adão  sozinho, Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só”. Quando o homem fica só ele se torna alvo fácil. Imagine-se sozinho numa grande cidade. Você não conhece ninguém e está desempregado e faminto. Imagine agora que em vez de estar só, você continua desempregado, mas cercado de amigos. Tudo o que cada um consegue de alimento é dividido com os outros. Dessa forma ninguém padece de fome. O homem precisa da companhia do próximo. Ele não pode perder a consciência de grupo. No dia em que ele perder essa consciência ele se isola, endurece o coração e morre.
Apelando para a consciência de grupo, Paulo apela aos coríntios “Que falem todos a mesma coisa”. Falar a mesma coisa não é ficar repetindo a mesma frase o tempo todo. Falar a mesma coisa é todos usarem a mesma informação correta na defesa de um ponto doutrinário, por exemplo. Estamos próximos de um referendo sobre o desarmamento do Brasil. Nessa luta um grupo foi criticado porque usou três números estatísticos diferentes em relação a quantidade de armas disponíveis nas mãos de civis. Esse erro de informação foi usado pelo partido contrário para denegrir a imagem do concorrente. Se todos falassem a mesma coisa o grupo unido não cairia na boca do povo e suas informações continuariam com crédito para a população. A informação tríplice levou a uma desconfiança quanto a credibilidade que se pode dar às informações oferecidas pelo grupo político.
A razão de existirem tantas denominações é porque a igreja não “fala a mesma coisa”. Cada denominação pega um pedaço da doutrina e a defende como sendo ela o centro. Não percebem que se todas as informações estivessem unidas elas se encaixariam como um grande quebra-cabeças, formando um peça única. O Rev. Wadislau Martins Gomes, nos contou uma ilustração que mostra como é que funciona essa divisão de informações: Três cegos foram colocados em frente a um elefante. Um pegou na tromba, outro na barriga e outro no rabo. Passado um tempo de observação foi-lhes perguntado o que era um elefante. O cego que pegara na tromba disse: o elefante é uma mangueira grossa e cascuda com movimentos; O cego que colocou suas mãos na barriga do elefante disse: o elefante se parece com uma tábua, larga e coberta com coro duro; o último cego disse que o elefante tinha a aparência de um espanador, pois sua tarefa foi manusear o rabo do elefante.
A pergunta é: Os cegos tinham razão? Tinham! Só que a informação que possuíam não estava completa. Eles estavam certos quanto ao pedaço do elefante que analisaram, mas havia mais do elefante para analisar. Do mesmo modo, discussões doutrinárias seriam mais proveitosas se todos nos uníssemos e cada um desse sua colaboração humilde, para se chegar ao consenso e a verdade absoluta. Como cada um fica com sua verdade e não fala a mesma coisa que outros, a divisão acontece.
Se a consciência de grupo fosse levada em conta, a Igreja procuraria falar a mesma coisa para não cair em descrédito diante do mundo. Quando um incrédulo vê a discussão desrespeitosa entre denominações ele foge da presença da igreja por perceber um ambiente hostil onde deveria reinar a paz. A consciência de grupo, sendo levada em conta, faria com que os líderes e membros de igrejas procurassem se unir no propósito de salvar vidas e defenderem o evangelho do mesmo salvador de todos; e, a buscar a verdade única oferecida por Deus.
Ainda apelando para a consciência de grupo, Paulo pede aos Corintios “Que não haja entre vós divisões; antes, seja inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo  parecer”.
Em Deuteronômio 6.4,5 está registrado a cobrança de um amor incondicional a Deus – Primeiro diz: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus, é o único Senhor”. e, depois – “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força”. Primeiramente o texto mostra que somente existe um único Deus. Orações e louvores devem ser dirigidos somente a ele e qualquer manifestação diferente disso é pecado, pois estará aventando a existência de outro ser com poder para responder aos pedidos feitos. Depois é mostrado a forma que o servo de Deus deve amar a Deus: Com uma disposição geral voltada ao serviço do Senhor. Nessa disposição não fica de fora a motivação do coração, nem da alma e muito menos do corpo. Todo o ser do homem deve amar a Deus e somente servir a ele. Se houver qualquer parte do homem voltada para outra direção, o amor a Deus não será completo e por isso a manifestação de amor do homem não será aceita por Deus.
Jesus chamou doze homens para formar o colégio apostólico. Eles deveriam ouvir e aprender todos os ensinamentos do Mestre; deveriam também ser  testemunhas de todos os sinais e maravilhas realizados por Jesus. No final, eles deveriam estar prontos para dar continuidade a obra proposta por Jesus para sua igreja. Mas entre os doze tinha um homem que não tinha a consciência de grupo. Ele pensava apenas em si e nos seus projetos. Ele roubava o dinheiro do seu grupo. No final ele expôs todo o grupo ao perigo de morte e ao próprio Mestre ele entregou aos inimigos. Com certeza Judas não ouviria a recomendação de Paulo: “Que não haja entre vós divisões; antes, seja inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo  parecer”. Os males das ações de judas e o seu fim são conhecidos. A consciência de grupo foi desrespeitada por Judas e por isso prejudicou a todos.
Quem tem consciência de grupo procura estar em sintonia com o grupo. Não haverá uma única pessoa que seja totalmente igual a outra. Por mais próxima da outra que seja, numa ou noutra situação a diferença existente surgirá. Se somos diferentes como é que podemos nos unir? Somente nos uniremos se estivermos defendendo um único projeto.
Alunos de diferentes classes vão ao mesmo colégio, vestido com o mesmo uniforme. O objetivo deles é estudar. O conhecimento é repassado a eles no colégio. O objetivo dos alunos é o conhecimento que o colégio oferece. O aluno que não deseja estudar e promove confusões, é expulso, pois não tem a “mesma disposição mental e o mesmo parecer” do grupo.
Irmãos, o título desse estudo é AS DIVISÕES NA IGREJA NÃO AGRADAM A DEUS. Como líder em minha igreja eu busco a união entre os irmãos. Sei o quanto as divisões fazem mal ao indivíduo e ao grupo. Detesto divisões e por isso busco conscientizar os irmãos da necessidade de colocarem em prática em suas vidas a mansidão, domínio próprio… ou seja, todos devem estar prontos a se humilhar para que a unidade da Igreja de Jesus seja mantida.
Paulo tomou atitudes quanto a igreja de Corinto para que ela não se dividisse e essas atitudes de Paulo também são cobradas de você, como cristão:
– PAULO APELOU PARA O BOM SENSO DOS CORINTIOS. Usando o bom senso ninguém procurará divisões, pois tem consciência de que ela somente traz prejuízos. Até Satanás e seus demônios não são bobos para dividirem-se. Satanás e seus demônios mostram ter o bom senso que falta em muitos líderes e membros de igrejas cristãs.
– PAULO APELOU PARA A CONSCIÊNCIA CRISTÃ DOS CORÍNTIOS. Usando a consciência cristã o crente busca fazer a vontade de Deus. Fazendo a vontade de Deus o crente nunca se permitirá cair no desejo de afastar-se dos irmãos, pelo contrário, ele manterá unido aos irmãos, como igreja do Senhor, obedecendo assim a vontade de Cristo.
– PAULO APELOU PARA A CONSCIÊNCIA DE GRUPO DOS CORINTIOS. Pensando no bem do grupo a pessoa deixa de ser egoísta e busca fazer aquilo que faz bem a todos, mesmo que tenha de passar por cima de alguns sentimentos. O grupo é importante para a proteção contra o mal que vem de fora e contra o mal que vem de dentro de nós mesmos.
Iniciei esse estudo falando a respeito do acidente do Titanic. Da mesma forma que a água que invadiu alguns compartimentos do navio não o afundaria, os maus comportamentos de alguns irmãos não farão você afundar e se afastar da igreja. Faça como o comandante do navio: feche os compartimentos inundados e os deixe sem comunicação para que ele não destrua a sua vida.
O que não pode acontecer é você optar pela divisão. A divisão matou centenas de tripulantes do Titanic e a divisão pode matar a comunhão que você tem com Deus e com os irmãos, e por fim matará a sua igreja também. Se você optar pela divisão por ter algo contra outro irmão você estará sendo derrotado pelo inimigo que incita a ira. Se optar pela consciência cristã você se disporá a perdoar e assim será tratado por Deus naquilo que mais mata o ser humano – a natureza caída.
Assim como outro navio veio socorrer os tripulantes do Titanic, tenha certeza que Deus o socorrerá. O Seu socorro te trará paz e você verá que as intempéries que enfrentou foram provas de Deus para o seu crescimento espiritual.
Seja um Titanic inteiro. Se os compartimentos inundados insistem em te fazer afundar procure ajuda dos outros irmãos e salve-se. Não se divida. Nem o diabo faz isso por que ele não quer ser derrotado. Você quer ser derrotado? Eu espero que não.
Apele ao seu bom sensoapele à sua consciência cristãapele a sua consciência de grupo e você terá a certeza de que manter-se junto dos irmãos, como corpo de Cristo, é a melhor opção.